Sobre nós

domingo, 17 de abril de 2011
E Frejat já dizia: "Sobre nós dois, ninguém vai saber de tudo..."
Até ai tudo bem. Mas eu nunca imaginei que isso nos incluia, nem nós sabemos de tudo, nem nós temos noção de tudo, nem nós sabemos dos nós que nos prendem pelo invisível.
Da amizade sabemos que já superou obstáculos que pareciam insuperáveis.
Do companherismo nos vemos dividindo todos os dias por tanto tempo.
Da cumplicidade nos conhecemos desde antes e isso nos permite ser leves; cumplices.
Da saudade fomos apresentados ao pior lado, o nosso vai e vem diário, esse querer estar junto toda hora e a falta começar a apertar antes de ficar só.
Do ciúme nem sentimos falta, talvez um pouco, mas de tão insignificante nem faz diferença.
Do amor? Ah, deste nada sabemos, conhecemos ou tomamos consciência. Amor que não se explica, não se define, não se limita. É como dizem por ai: "Viver num mar de rosas não é sinônimo de amor. Ser casado por vintes anos e nunca ter brigado não é sinônimo de felicidade. Ser feliz e amar verdadeira e intensamente é superar os impasses e as brigas, e saber resolver os problemas sem macular o sentimento que um dia os uniu". E se amar for realmente isso, já podemos afirmar então que amamos além da nossa conta e de todas as outras contas. Uns dias ele amou mais e eu menos, noutros vice-versa. Mas sempre amamos. Só nunca entendemos de onde nasceu esse amor, e sinceramente prefiro assim, afinal, antes sentir e não entender que entender sem sentir.
E somos assim, incógnita, dicotomia...
Não há definição, não há limites, nem começo, meio ou fim.
Não há um tipo de rótulo pre-existente que nos descreva perfeitamente, em tudo.
Somos únicos. Um do outro. Assim simples e complexo.
Entendendo nada e tudo ao mesmo tempo. Mas sem cobranças nem pressões, é que mesmo que seja assim indefinida a nossa relação, mesmo sem os pedidos e alianças e tradicionalismos desnecessários, já nos sabemos casados desde sempre. Somos felizes.
Tá ai, esta é uma ótima definição paleativa...
O que nós somos? Nós somos extremamente felizes, e a nós, isto nos basta.

Ainda amo como no primeiro dia, como sempre, receio que amanhã mais...

2 comentários:

  1. Alê disse...:

    Isso me lembra um fragmento do 'Querido John': "por isso não sobre nós para as outras pessoas, elas não entenderiam"


    Nós não entendemos... Como, então, explicar?

  1. oi..
    Lindo seu texto...
    Eu poderia copia-lo:?

    Um abraço

    Lavonia