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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012



Estava ouvindo "Best thing I never had" da Beyoncé, o que é engraçado porque não costumo escutar ela por livre e espontânea vontade, mas hoje tinha que ser, eu tinha que estar escutando esta música quando li o status da A. O. que dizia:

"Bom dia, feliz hoje com gostinho de amor Chegouuu =D Seja Bem Vinda a sua nova casa e ao meu coração..."

Pronto, estava feito, a coincidência foi tanta e tão absurda que tive que escrever sobre como o destino brinca conosco e nos faz achar que tudo que temos hoje é o suficiente pra sermos felizes pelo resto da vida e sendo assim nos contentamos em, noite após noite, sentar na mesma cadeira e comer a mesma comida e assistir ao mesmo programa de TV e dormir do mesmo lado da cama imaginando que não há ninguém no mundo que seja mais feliz que nós. E na verdade não há, mesmo que estejamos presos pela visão míope do amor, ainda assim somos felizes, e então, aos poucos o chão começa a se abrir e a gente vê cada costume desses ir caindo num buraco que é cada vez maior e maior e a gente não entende o porque de a vida simplesmente começar a conspirar contra o nosso mundinho que parecia estar a salvo, inacessível, e acabar aos poucos com a nossa felicidade. E quando isso acontece, e o buraco engole tudo, e a cadeira, a comida, o programa, e, principalmente, a cama começam a perder o sentido, a gente acha que não dá pra continuar.
E chora, grita, debate o destino, esperneia, se revolta e finalmente aceita.
Todavia a aceitação é o passo mais complicado, o maior, o mais difícil, e quando ele é dado, a ferida fecha, mas não desaparece, é como aquela cicatriz no joelho daquela queda que você levou quando era criança; hoje não dói, mas cada vez que você olha pra ela lembra que devia ter escutado quando o pai disse que era muito cedo pra tirar as rodinhas.
E você deve estar se perguntando o que os finais tem haver com tudo isso e porque a música faz parte desse texto até agora quase sem sentido. E a resposta é justamente essa: o quase.
Um alguém começa a frequentar sua vida, a atravessar seus caminhos e você larga tudo, mete o peito, afronta a família, briga, decepciona alguns amigos e finalmente assume esse amor como um todo. Os anos passam, e tanto tempo depois, você ainda briga pra sustentar isso que você imagina ser felicidade, e a música diz: "Cuz honestly you turned out to be the best thing I never had". E é justamente isso, algumas pessoas nunca deixarão de ser a melhor coisa que a gente nunca teve por inteiro, aquelas que a gente quase teve por completo.
Mas quando você supera o quase e passa a experimentar o mundo de novo, finalmente entende que a vida nos dá finais com o único intuito de reciclar o nosso coração para outros novos e melhores começos.

1 comentários:

  1. Alê disse...:

    Leve, doce


    Um beijo!